martes, febrero 19

Primeira Leitura

O Banqueiro Anarquista
Fernando Pessoa

Depois de jantar duas pessoas estam conversando. Um deles é um banqueiro que pratica o anarquismo, a outra personagem é o amigo dele que quere saber a vida e a origem do pensamento anarquista do banqueiro.
Durante o desenvolvimento da conversação o banqueiro expõe-lhe ao amigo a linhagem pobre, como sentiu-se revoltado y tornou-se um anarquista consciente e convicto. Para o banqueiro um anarquista é um revoltado contra a injustiça de nascer desigual socialmente (mas concorda em que existem desigualdades naturais sobre as que ninguém tem poder nenhum), e o mais importante é a autonomia e libertade para uma pessoa, sem nenhum tipo de dominação ou tirania. Ele considera-se um verdadeiro anarquista, na teoria e na pratica, com arrazoado científico que combate e liberta; enquanto os outros anarquistas só são teóricos (uns pseudo-anarquistas) que se agacham e criam tirania.
Depois de analisar as situações e expor o caminho para chegar a ser um anarquista, conta como adquiriu a fase comercial e bancária do anarquismo consiente. Segundo ele, tirar o sistema material que provoca as ficções sociais (neste caso o dinheiro que é o mais importante na sociedade capitalista) permite criar libertade em todos os sentidos. Para isso, ele tentou furtar ou açambarcar todo o dinheiro possível, convertendo-se num comerciante e banqueiro com a finalidade de não ser dependente das leis comerciais, politicas, economicas, etc.

Esta leitura foi fácil com só duas personagens, lenguagem e ação (uma conversação) simples. Mas o assunto da conversação primeiro foi muito redundante, o personagem principal (o banqueiro) deu muitas voltas sobre uma coisa ( o porque ele foi e é anarquista) e eu não entendia o pensamento sem dependências e o control material sobre o dinheiro que ele exercia, eu a achei uma contradição, mas ao final entende-se o título da leitura. Eu creio que o banqueiro é muito apaixonado no que ele faz e pensa, com um sentido de individualidade muito claro, cuja exposição de razões é certa mas as vezes excessiva.

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