Este é um projeto mais para a aula de português, julgam vocês mesmos o meu progresso na lingua, aceito críticas positivas (e negativas também, mas guardam-nas vocês). Para que seja mais fácil, aqui ponho o roteiro.
O meu bairro
Alguém disse que todos os caminhos chegam a Roma, mas para o meu bairro só um chega (bom há mais caminhos, mas o que eu quase sempre percorro é só um). Um dia a minha amiga foi por esse caminho e me disse que foi como entrar ao paraíso, porque é verde aos lados pela natureza e o azul que reflete o céu nas lagoas.
E falando de lagoas, o caminho que eu digo (a estrada Tláhuac-Chalco) atravessa o que fica do antigo lago de “Chalco”. Em ambos os lados da estrada formam-se espelhos de agua azuis ou verdes dependendo da estação. Estas lagoas são conhecidas como “Lagunas de Xico” ou Humedales de Tláhuac” e ficam no limite do Distrito Federal e do Estado do México. Elas foram declaradas Reserva de Agua para recarregar os mantos aqüíferos do Vale do México. Também são uma área ecológica e de refugio para aves migratórias, já que cada inverno muitas aves (como os patos e as garças) chegam do Canadá até este lugar para proteger-se do frio e procriar. Além disso, há áreas de agricultura onde semeiam verduras, mas alguns pássaros comem as sementes ou as pequenas plantas.
Lá, passando as lagoas, há um vulcão extinguido (chama-se “Xico” e significa em náhuatl “umbigo do mundo”) que um dia foi uma ilha; onde eu acho que os morcegos se escondem nas cavidades e de noite saem na procura de insetos para comer perto das lâmpadas das ruas.
Outro aspecto interessante do meu bairro é que junto ao vulcão Xico há um morro chamado “Del Marqués”. Nele foram descobertos alguns esqueletos e vários murais da época pre-hispánica, que formam um área arqueológica muito interessante no morro, mas não está aberta ao público. Também foi encontrado um sepulcro pre-hispánico e os arqueólogos disseram que eram ofrendas que fizeram os “Chichimecas” ou os “Chalcas” à beira do antigo lago.
Como vem, apesar de que o meu bairro forma parte de um dos municípios mais jovens do Estado de México (mais ou menos vinte anos) tem história que se remonta ao século treze. Mas a história pode ser mais antiga porque os arqueólogos tem encontrado presença humana na beira lacustre duma idade de vinte e dois mil anos.
Ao norte do vulcão Xico fica a “Ex-hacienda de Xico”. Um velho predio construido no século dezenove, pelas ordens do Porfírio Díaz e que atualmente é usada uma parte dela pela “Compañía de Luz y Fuerza del Centro”. Uma parte mais da ex-hacienda está quase em ruinas pelo passo do tempo e a falta de cuidado, ainda é um testemunho silencioso dos latifúndios “porfiristas”.
Algumas lendas contam que o Porfírio Díaz pode ter se refugiado na “Hacienda de Xico” durante a Revolução Mexicana, e para não perder toda a sua riqueza, deixou enterrado um tesouro de muitas moedas de ouro. Bom, eses são só contos e ninguém o tem comprovado.
No tempo em que os dias são claros e o céu está sem nuvens, do meu bairro se tem uma paisagem muito linda dos vulcões Iztlacihuatl e Popocatepetl, que são os vigilantes eternos de todo o Vale de México.
Meu bairro é considerado uma pequena cidade que está em constante crescimento e a sua cultura, emergendo ainda, é uma mistura de muitas culturas do pais. Tem caraterísticas do interior, aos poucos está adquirindo uma identidade própria.
Ao pé do vulcão passam as vias do trem, embora já não existem os tradicionais trens nesta parte do pais, o governo vai reabilitá-los para o moderno trem sub-urbano nos próximos anos para assim ter mais opções de transporte público e conectar melhor o Distrito Federal com o Estado de México.
Este lugar es muito tranqüilo, há poucas pessoas nas ruas que vão e veem fazendo as atividades do dia-a-dia, mas quando é dia de feira a festa e o barulho não param. Quase não há trânsito e as pessoas podem caminhar no centro da rua, exceto nas ruas principais por onde o transporte passa.
Como todas as cidades, esta conta com quase todos os servicios necessários para viver com conforto, mas também apresenta alguns problemas sociais, como os “grafittis” que invadem as ruas e em alguns lugares enfeitam os muros.
Este é o meu bairro, uma ilha surgida das cinzas dum vulcão ao ser banhadas pelas antigas aguas dum lago em extinção, e cercada por um mar formado de codilheiras, morros y vulcões. Comparada com ilha, há quem diz que nela tudo fica longe de tudo e perto de nada.
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1 comentario:
Paty! Adorei ouvir você falando sobre o seu bairro, fiquei com muita vontade de conhecê-lo pessoalmente. Quem sabe um dia, não é?
beijos
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