Vinte e Zinco
Mia Couto
É uma historia que se desenvolve numa cidade do Moçambique, do dia 19 ao 30 de Abril. Nestes dias acontem muitas coisas na familia e cidade do português Lourenço de Castro, um inspector da PIDE que esta perturbado pela morte do pai. Vive com a mãe, Margarida e com a tia Irene, uma mulher tresloucada segundo o jeito de educação portuguesa. Outras personagens que se descrivem e percorrem o tempo do passado ao presente são: o cego Andaré, a feiticeira Jessumina, o pai Joaquim de Castro, o mulato Marcelino, Custódio Juma. Além do pide Diamantino, o preto Chico Soco-Soco, o médico Peixoto e o Padre Amaro (ahhh, mmmhhn, acho que este aparece em outra historia, o que eu quero dizer é o Padre Ramos. Tudo bem).
A história (mas não o livro) começa quando de criança, Lourenço de Castro viu morrer seu pai caindo ao mar desde um helicóptero. Depois seguiu as pisadas do pai. A tia Irene chegou de Portugal ao Moçambique para acompañar à mãe Marguerida. Quando Lourenço foi pide, se encarregou da justiça local e conservar o bom nome da familia. Mas não gostava do comportamento da tia Irene, quem sentia prazer de ir ao matope e falar com os pretos.
O pide sempre estava com medo dos africanos e dos misterios da terra, além das outras personagens perto dele. Um dia, no seu aniversario, o regime que o pide protegia caiu e junto com ele a falsa imagem que ele tinha do seu pai (um porco tirano que odiava os pretos, mas era lascivo com eles). Afinal a historia termina, como todas as que pedem justiça, com a morte dos que abusam do seu poder (e uma que outra pessoa inocente e louca) e a continuação da vida quotidiana do lugar.
* * *
A leitura, embora tem muito vocabulário desconhecido, se pode entender a maioria pelo contexto. Em ocacões a historia se muda confusa porque oscila entre dois tempos diferentes, o passado e o presente. Nela se mostra a vida habitual da gente moçambicana durante sua luta pela liberdade e a igualdade social. As pessoas das colonias negras querem se tirar as ataduras que unem-nos aos brancos (Portugual) para regirse sob suas próprias leis e crenças. Nelas a feitiçaria e o misterio da África jogam uma função muito importante.
Afinal da leitura entendi uma parte do titulo da obra, a data quando em Lisboa aconteceu um golpe de estado no dia 25 de Abril, o regime caiu e se declarou a independencia (ou revolução, não lembro) de Moçambique. Mas só para os brancos porque para os escravos esta foi declarada oficial unos anos depois e em diferente data.
Pesquisando na Internet entendi o “Zinco “ do titulo, no que o autor faz uma mistura de palavras alusivas ao 25 de Abril e ao jeito em que os pobres de Moçambique se expresaram ou fizeram alusão a esa data. Eles dizeram que essa data foi importante só para a gente que moraba nos bairros de cimento, mas para eles, os negros pobres que viveram na madeira e zinco*, o dia da libertade estava por vir.
Uma informão curiosa sobre o autor (António Emílio Leite Couto) é que ganhou o nome Mia do irmão que não conseguia dizer "Emílio", e segundo o próprio autor a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia a sua família que queria ser um deles.
*Para os falantes do espanhol que não sabem o que é o zinco (eu pensava que era a palavra dum número com erro de digitação, até que procurei-o para entender o que já expliquei), aquí ponho uma definição:
“Metal simples, de cor cinzenta azulada (número 30 da classificação periódica), que ocorre naturalmente sob a forma de blenda, wurtzite e calamina, e que é largamente utilizado na indústria em galvanizações, ligas metálicas, canalizações, pilhas secas, etc.”
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